O sol já
havia raiado fazia um bocado de tempo quando finalmente conseguimos nos mexer
pra resolver o problema da véspera. Não sem antes tomar café da manhã, já que
estava incluso no pacote. Não deveria nem ter ficado surpresa quando depois de
três becos dignos de Hogwarts, chegamos à tumba de Tutancâmon para o café, ou
assim ao menos parecia. As paredes eram pintadas à moda egípcia, com
hieróglifos, sacerdotes, aves, e o que mais você possa imaginar. Lugar de dar
medo e comida também.
Felizmente,
a um quateirão dali o brasileiríssimo Blue Tree nos deu as primeiras “boas”
vindas à cidade, e o recepcionista piedoso, tomando conhecimento dos nossos
percalços, nos deu um quarto melhor do que a diária contratada, para que não
saíssemos da cidade com uma péssima impressão. A região ali se chama
Paris-Londres e as ruas poderiam se passar tranquilamente como de qualquer
cidade charmosa da Europa.
Santiago é uma cidade com 6 milhões de habitantes, portanto quase uma São Paulo. Como a idéia da viagem era fugir da civilização, e não correr pra ela, não foi com grande empolgação que começamos a percorrer as ruas do centro. O Mercado Central, uma versão bem miniatura do nosso Mercado Municipal serve peixes frescos pro almoço e muitos dos garçons falam um portunhol bem fluente, considerando o número de turistas brasileiros que vimos por ali. O assédio aos turistas que ali entram é grande então se não quiser comer desconverse, porque eles virão atrás de você mesmo assim.
Decidimos que o melhor era circular pela cidade de metrô, muito mais amplo que o nosso. Uma alternativa barata, limpa e organizada.
Santiago é uma cidade com 6 milhões de habitantes, portanto quase uma São Paulo. Como a idéia da viagem era fugir da civilização, e não correr pra ela, não foi com grande empolgação que começamos a percorrer as ruas do centro. O Mercado Central, uma versão bem miniatura do nosso Mercado Municipal serve peixes frescos pro almoço e muitos dos garçons falam um portunhol bem fluente, considerando o número de turistas brasileiros que vimos por ali. O assédio aos turistas que ali entram é grande então se não quiser comer desconverse, porque eles virão atrás de você mesmo assim.
Decidimos que o melhor era circular pela cidade de metrô, muito mais amplo que o nosso. Uma alternativa barata, limpa e organizada.
No
entanto, quem salvou o dia realmente foi Neruda, ou melhor, a casa dele (e que
virou museu) no Bairro de Bellavista, uma vizinhança boêmia que lembra muito a
Vila Madalena sem as ladeiras.
Perto da
casa de Neruda, há a preços mais salgados, mas num ambiente muito acolhedor, o
Pátio Bellavista, uma praça cercada de restaurantes, galerias de arte, lojas de
artesanato (com o famoso lápis-lazúli da região) onde eu poderia ficar toda a
tarde sem ver a hora passar.
Mas como
ainda tínhamos uma lista de coisas pra levar de volta pro Brasil, e as horas
estavam passando, rumamos para o Mall Parque Arauco, um shopping meio aberto,
meio fechado, que parece um labirinto, mas onde se encontra a maioria das redes
do país (que agora já conhecíamos de cor) e várias outras lojinhas
interessantes. O TGI Friday’s salvou a noite enquanto ouvíamos uma banda cover
tocar todos os sucessos do Coldplay na praça central da parte aberta do shopping.
6 metrôs, 2 taxis e muita, muita comida depois, nos despedimos da cidade pra
fechar as malas somente na manhã seguinte.





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