No
deserto do Atacama, a altitude é um personagem dotado de características
próprias. Durante o dia e dependendo dos passeios, você poderá variar dos 2400
mts da cidade até algo em torno de 4600 a caminho dos geisers. As sensações pro
organismos desacostumados são das mais variadas, mas as mais comuns são falta
de ar, náusea e dor de cabeça. Eu já tinha experimentado trabalhar a 3200 mts
em Bogotá antes, então sabia que o que me esperava eram alguns dias sem fôlego
pra subir nem ao menos três degraus seguidos...
Por este
motivo e pelo frio de -9° C que nos esperava nos geisers (que funcionam
unicamente ao nascer do sol, por isso o horário esdrúxulo para observá-los) que
resolvi me juntar à metade da nossa turma que resolveu não ir. Eu já havia
conhecido o Old Faithful, no Parque Yellowstone, anos antes, então minha
curiosidade geológica já estava mais do que satisfeita. Assim, só posso
transcrever que os que foram deixaram claro que NUNCA passaram tanto frio na
vida.
Seguimos mais tarde para encontra-los diretamente nas Termas de Puritama, um conjunto de piscinas de água quente formadas naturalmente no cair de um rio, com uma estrutura bem organizada para receber os turistas que são despejados ali van atrás de van das 8:30 da manhã às 17:30 diariamente.
Seguimos mais tarde para encontra-los diretamente nas Termas de Puritama, um conjunto de piscinas de água quente formadas naturalmente no cair de um rio, com uma estrutura bem organizada para receber os turistas que são despejados ali van atrás de van das 8:30 da manhã às 17:30 diariamente.
O preço,
mais salgado que os demais passeios ( 10.000 pesos), vale cada centavo depois
que você encontra uma piscina de água quente e totalmente cristalina pra chamar
de sua. Por isso, não vimos passar as 3 horas que ficamos por ali e só fomos
sentir o estrago do sol bem mais tarde, pois o vento congelante que nos espera
fora d’água não nos deixa perceber que nem todo o protetor solar do mundo salva
de uma pelada dessas.
Uma
curiosidade deste lugar é que os banheiros não têm clarabóias, e sim um buraco
no teto, já que nunca chove por ali.
Com
alguma relutância dos que já haviam passado por Machuca mais cedo e encontrado
tudo fechado, rumamos para este vilarejo 30 km mais a frente das Termas, no
caminho dos geisers para experimentar um churrasquinho de llama que servem por
ali. Eu sei, elas são bonitinhas, mas ali estando.... O vilarejo tem 40 módicos
habitantes, e fica a aproximadamente 4000 mts, com picos de 4200 mts pelo
caminho. Eu, que não havia passado até então dos 3500 mts senti pela primeira
vez náusea e dor-de-cabeça conforme subíamos. A falta de ar somente fazia com
que eu considerasse seriamente a hipótese de abrir a boca pra falar, já que não
dava pra fazer isso e também respirar. Por isso, preciso confessar que foi com
certo alívio que chegamos a Machuca com tudo fechado e enfrentei novamente
calada o caminho até os deliciosos 2400 mts da cidade.
Banho
rápido, um almoço corrido na agora já conhecida Casa de Piedra e rumamos no fim
da tarde para Calama, para devolver o carro alugado e nos abastecer de dinheiro
e mantimentos no supermercado e shopping da cidade. Dali em diante, seguiríamos
num dos carros da turma, o que já estávamos fazendo desde a chegada, e que
tornou o aluguel completamente desnecessário. Depois das dez, com a cidade
fechada e as calçadas recolhidas em pleno sábado, a solução foi rumar de volta
para São Pedro e jantar à meia noite do estoque dos mantimentos comprados e ir
pra cama para poder levantar acampamento assim que o sol raiasse.







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