Há
algumas conseqüências óbvias da falta de estrutura em uma praia como Hornito. Algumas
delas só fomos descobrir com o raiar do dia. Pelo que pudemos observar, acampar
é um programa bastante tradicional entre os chilenos, e eles não se contentam
em levar somente o básico. Vimos famílias inteiras com mesas, geladeira,
comemorando aniversários. Algumas tendas pareciam praticamente haréns no meio
do deserto. Algumas tinham subdivisões internas, para que cada membro da
família pudesse montar sua própria barraca. Pelo jeito também, é costume local
levar tudo de casa, porque não se via sequer uma lojinha ou bar aberto, que
dirá um camelô vendendo batata frita, picolé ou o que seja, como nas praias
brasileiras.
Na praia inteira, somente um banheiro coletivo, em condições não lá muito higiênicas... A pergunta que não quis calar, neste ponto, foi “como estas pessoas todas fazem as suas necessidades já que o banheiro coletivo fecha às 9 da noite pra só reabrir no dia seguinte??”. A resposta só veio ao acordar, quando pudemos observar que várias das famílias tinham ao lado da barraca tendas/banheiros, que tive que fotografar por não saber explicar melhor, com vasos provavelmente de plástico, e com o produto sendo despejado aonde??? Exato!
Na praia inteira, somente um banheiro coletivo, em condições não lá muito higiênicas... A pergunta que não quis calar, neste ponto, foi “como estas pessoas todas fazem as suas necessidades já que o banheiro coletivo fecha às 9 da noite pra só reabrir no dia seguinte??”. A resposta só veio ao acordar, quando pudemos observar que várias das famílias tinham ao lado da barraca tendas/banheiros, que tive que fotografar por não saber explicar melhor, com vasos provavelmente de plástico, e com o produto sendo despejado aonde??? Exato!
A idéia
do que havia a alguns centímetros ou metros abaixo dos nossos pés foi
suficiente para desmontarmos o acampamento e seguirmos para o próximo destino.
Por isso,
foi com muita alegria que encontramos pelo caminho La Portada, um monumento ao
sul de Hornito e ao Norte de Antofagasta, onde formações rochosas que devem
datar lá da Pedra Lascada criaram um portal de pedra natural em pleno mar, de
46 mts de altura e 70 mts de largura, onde é proibido acampar, entre outras
coisas. Por ali, além de poucas pessoas, e, novamente, o comércio todo fechado,
apenas uma dúzia de turistas desavisados, gaivotas, pelicanos, alguns leões
marinhos perdidos e nós!
Ficamos
por ali, caminhando entre as formações rochosas, feitas principalmente de
conchas, pelo que pude ver, até que a fome, o cansaço e o sol que queimava até
o pensamento nos arrastasse até Antofagasta.
Sendo a maior
cidade da região, estrutura não foi um problema e depois de uma farta refeição
no restaurante (caro) de uns chineses mal humorados, conseguimos achar um
esquema hoteleiro diferente e perfeito para nós. Alugamos o que achávamos que
seria um quarto para quatro pessoas, mas que para nossa surpresa era um
apartamento inteiro de dois quartos, cozinha e banheiro (com ênfase neste
último detalhe!) e acabamos alocando os seis viajantes por ali.
À noite,
o Festival de Teatro da cidade nos presenteou com a peça Firebirds, do grupo
alemão Titanick, que se locomoveu pelas ruas da cidade, até terminar
pirotécnicamente no pátio da estação ferroviária da área antiga e restaurada da
cidade. Quase um Circo Du Soleil em pleno Deserto.
Um
refresco para os olhos e a alma, comemorado com cerveza Corona, papas
fritas (nossa companhia mais freqüente) e muita risada até as 2 da manhã.







Nenhum comentário:
Postar um comentário