30 de junho de 2012
Último dia inteiro de viagem começou cedo e empolgado com o
primeiro céu de brigadeiro dos últimos dias, que mostrou vir pra ficar.
Pegamos o mesmo “caminho da roça” da véspera até a famosa
praia do Espelho, da qual ouvimos falar desde antes da viagem, como uma das
mais lindas do Brasil.
Talvez tenha sido o mar virado, a lua cheia, mas a maré
estava tão brava e havia tanta alga que não empolgamos ir muito além da
caminhada com uma breve entrada no mar só pra constar que ali pisamos.
Compensa a exploração do local através das falésias, que
escondem praias menores e desertas para o norte.
Não sei se poderia dizer o mesmo durante a alta temporada,
mas desde o começo me impressionou a limpeza da região. Pouco lixo visível,
alguns raros dejetos cuspidos na beira da praia pelo mar, e neste dia
especialmente a carcaça de uma tartaruga marinha que havia chegado ao fim da
sua jornada, sendo supervisionada de perto por um caranguejo que inspecionava a
situação da vítima.
O fim de tarde teve nova caminhada pela praia dos nativos,
desta vez mais extensa, a procura de um rio que no final não achamos, ou não
entendemos corretamente as orientações de como chegar até lá. Na volta da
expedição frustrada, com um pôr-de-sol multicolorido atrás das palmeiras, a
silhueta ruidosa dos periquitos procurando um canto onde se encostar pela noite
animava a caminhada, de praia tombada e areia grossa, parecendo pequenas
pedrinhas cutucando a ponta dos pés.
Na volta pra pousada, com os últimos raios sumindo no
horizonte, paramos o carro no meio da rua para dar passagem para um caranguejo
bem grandinho que atravessava a rua com uma flor entre as garras!! O romantismo às vezes está onde a gente menos espera...
Tanta caminhada acabou resultando em um lanche rápido e
pernas falhando, que acabaram descansando mais cedo que muita criança na cama com dossel...



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