01 de julho de 2012
Entramos na segunda metade do ano, no fim da viagem, e a
síndrome de negação começa a tomar conta da gente. Como deixar o sol, o calor,
a natureza e voltar pra poluição, trânsito, caos e barulho??
Resolvemos fazer uma adaptação aos poucos. Começaríamos
fechando a conta na pousada e voltando pelo litoral para conhecer
Arraial e Porto Seguro (a parte histórica) antes de entrar no avião a caminho
de casa.
O domingo cedo da baixa temporada aliado com o número de
pessoas que vai ali para procurar diversão noturna nos proporcionou algo pouco
comum: ruas desertas em Arraial e praias pouquíssimo habitadas. Nas palavras do
marido, uma Campos do Jordão em março...
Ficamos por ali encostados na praia mais próximas, de onde
me despedi de Jorge e Gabriela que chegavam ao fim junto com a viagem, pra
piorar a despedida.
Atravessamos a balsa de volta, agora mesclados com os locais,
de biquíni, vestido e chinelos, com o sol escaldante torrando a nuca enquanto
os carros terminavam de se enfileirar para a travessia. Sentindo tudo aquilo
nos pertencer, adaptados àquela realidade prestes a se transformar
novamente.
E que recepção à realidade quando, surpresos, descobrimos que
uma série de atrações relacionadas ao descobrimento fecham aos domingos.
Simples assim. Azar de você que só tem 3 dias pra fugir da loucura da sua vida
e conhecer um pedaço do Brasil porque alguém se dispôs a ficar com as crianças.
Sorte de vocês, meus queridos, que ainda habitam um lugar cujo domingo ainda é
sinônimo de restrição comercial, pois há tempos eu desconhecia esta realidade.
Conhecemos a primeira vila brasileira, na cidade histórica, cujas atrações
também ou estavam fechadas porque era domingo ou porque era horário de
almoço e com placas desgastadas e informações apagadas... Conseguimos ter apenas uma visão geral do local e saímos quando o sol
escaldante já tirava o norte e o bom senso dos dois.
Acabamos rumando em direção à Cabrália, mais para ver o mar pela estrada que
realmente procurando algo mais concreto. A impressão que fica é que oganização maior e informações não são necessárias uma vez que o grosso do público chega ali nos braços da CVC, que tudo sabe e em tudo está... Uma pena!
Entregamos o carro no aeroporto e como último ato de
resistência voltei pra São Paulo com o biquíni por baixo da roupa, chegando em
casa com umas três camadas a mais por cima dele, triste de ter acabado,
feliz de ver os pequenos, já pensando na
próxima!





Nenhum comentário:
Postar um comentário